Inglaterra
1977: O Punk acabará com tudo que se tinha sido construído naquele
país até então em termos musicais, Sid Vicius usava uma camiseta
escrita “Fuck Floyd” e cantava sobre anarquia, mandando recados
carinhosas a rainha, pronto! A invenção do empresário Malcom
Mclarem havia dado certo e não se falava mais em outra coisa na
Europa a não ser sobre até onde iria a ousadia daqueles jovens e de
todo movimento punk que só crescia. Por onde andaria o Camaleão do
rock que havia matado seu personagem Ziggy
Stardust?
Berlim
Ocidental 1977: (nossa como é estranho escrever Berlim Ocidental)
David Bowie divide um apartamento com ninguém mais ninguém menos
que Iggy Pop, ambos decidiram mudar para Berlim para tentar se livrar
do vicio da Cocaína já que ambos pareciam Tamanduás devido a
quantidades gigantescas que metiam o nariz na coisa. O problema é
que a desintoxicação não deu certo. Se a cocaína ficou pra trás
a heroína foi de encontro aos dois, já que Berlim estava rodeada de
suas Cristianes’s
F
e isso era um verdadeiro imã para a dupla.
É
importante lembrar que a Alemanha estava dividida em duas naquele
período assim como a capital, Berlim Oriental (Lado Soviético)
Berlim Ocidental (Lado Capitalista) nas suas andanças pela capital
turbinadas pela heroína, Bowie começou a refletir sobre casais que
se conheciam antes do muro e tiveram que separar ou mesmo como
namorados sobreviviam a dualidade capitalista x socialista que
capital passava. Assim nasceu uma das suas mais conhecidas canções
Heroes
que está no álbum que leve o mesmo o nome, o que viria a ser o 2º
fase Berlim.
A
fase Berlim é totalmente diferente dos discos anteriores de Bowie,
esqueça as cores a maquiagem os personagens que vinham do espaço. A
gélida cidade alemã transformou novamente o camaleão, agora temos
um Bowie sério, influenciado pela música eletrônica alemã do
Kraftwerk
, Neu!
e Krautrock,
tudo isso contando com a produção do ex Roxy Music Brian Eno e de
Tony Visconti que produziu a maioria dos trabalhos na Alemanha. Aqui
uma curiosidade nessa primeira parte do especial “Bowie Berlim”,
a única música gravada inteiramente na Alemanha foi Heroes
que contou com Robert Fripp do King
Crimson
na guitarra. As outras canções já haviam ganhado corpo em Nova
York e na Suíça, mas mesmo assim o próprio Bowie utiliza o termo
Berlim para se referir aos três discos: Low,
Heroes e Lodger.

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