quarta-feira, 21 de março de 2018

David Bowie: Quando o Camaleão foi a Berlim (Parte 01)




Inglaterra 1977: O Punk acabará com tudo que se tinha sido construído naquele país até então em termos musicais, Sid Vicius usava uma camiseta escrita “Fuck Floyd” e cantava sobre anarquia, mandando recados carinhosas a rainha, pronto! A invenção do empresário Malcom Mclarem havia dado certo e não se falava mais em outra coisa na Europa a não ser sobre até onde iria a ousadia daqueles jovens e de todo movimento punk que só crescia. Por onde andaria o Camaleão do rock que havia matado seu personagem Ziggy Stardust?

Berlim Ocidental 1977: (nossa como é estranho escrever Berlim Ocidental) David Bowie divide um apartamento com ninguém mais ninguém menos que Iggy Pop, ambos decidiram mudar para Berlim para tentar se livrar do vicio da Cocaína já que ambos pareciam Tamanduás devido a quantidades gigantescas que metiam o nariz na coisa. O problema é que a desintoxicação não deu certo. Se a cocaína ficou pra trás a heroína foi de encontro aos dois, já que Berlim estava rodeada de suas Cristianes’s F e isso era um verdadeiro imã para a dupla.

É importante lembrar que a Alemanha estava dividida em duas naquele período assim como a capital, Berlim Oriental (Lado Soviético) Berlim Ocidental (Lado Capitalista) nas suas andanças pela capital turbinadas pela heroína, Bowie começou a refletir sobre casais que se conheciam antes do muro e tiveram que separar ou mesmo como namorados sobreviviam a dualidade capitalista x socialista que capital passava. Assim nasceu uma das suas mais conhecidas canções Heroes que está no álbum que leve o mesmo o nome, o que viria a ser o 2º fase Berlim.

A fase Berlim é totalmente diferente dos discos anteriores de Bowie, esqueça as cores a maquiagem os personagens que vinham do espaço. A gélida cidade alemã transformou novamente o camaleão, agora temos um Bowie sério, influenciado pela música eletrônica alemã do Kraftwerk , Neu! e Krautrock, tudo isso contando com a produção do ex Roxy Music Brian Eno e de Tony Visconti que produziu a maioria dos trabalhos na Alemanha. Aqui uma curiosidade nessa primeira parte do especial “Bowie Berlim”, a única música gravada inteiramente na Alemanha foi Heroes que contou com Robert Fripp do King Crimson na guitarra. As outras canções já haviam ganhado corpo em Nova York e na Suíça, mas mesmo assim o próprio Bowie utiliza o termo Berlim para se referir aos três discos: Low, Heroes e Lodger.

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