O
Brasil inteiro foi pego de surpresa na última terça-feira quando a
morte do cantor Zé Rico foi anunciada. Talvez as gerações mais
novas ou mesmo os que não se importam tanto com música não tenham
a noção da importância dessa dupla que era conhecida como “os
gargantas de ouro do Brasil” o músico morreu aos 68 anos vítima
de infarto.
Segundo divulgação da assessoria de imprensa, a dupla
se apresentou no interior de São Paulo no ultimo final de semana o
músico teria se queixado de dores nas pernas e teve inclusive que
cantar sentado em um banquinho. José
Alves do Santos o “Zé Rico” nasceu em Pernambuco, mas foi criado
na cidade de Terra Rica – PR alias esse é o motivo de ter adotado
o nome “Rico” em alusão a cidade onde passou sua infância. Sem
nunca ter estudado música, Zé Rico tirava as músicas de ouvido e
em 1970 decidiu ir pra São Paulo tentar uma oportunidade como cantor
em circos e pequenos shows, se hospedou em um pequeno e barato hotel
onde conheceu Romeu de Matos, que no momento em que José Alves se
apresentou como Zé Rico, este prontamente respondeu: “Se você é
o Zé Rico eu sou o Milionário”. Dessa forma o destino cruzou o
caminho daquela dupla que viria a escrever uma carreira de 40 anos de
sucessos e 29 discos gravados além de filmes e DVD’s, um inclusive
com arranjos de orquestra.
Conheci
a fundo o trabalho da dupla ainda adolescente através de um amigo já
falecido que era fanático pela dupla, tinha todos os discos, fitas
K7 e autografo, contava esse amigo, que após um show na EXPOGUA
aguardou a dupla ao lado do ônibus para pedir um autografo e foi
tratado da maneira mais carinhosa e gentil, o que fez com que esse
ficasse mais fã ainda, certamente esse amigo está contente hoje no
céu com a chegada do seu ídolo.
Esse mesmo amigo chamado Valdir que
tinha apelido de “Rai” devido o ex jogador do São Paulo, certa
vez ao se apresentar em um festival no Colégio Padre Chagas, foi
cantar a música “Dê amor pra quem te ama” da dupla e esqueceu a
letra, contava essa rindo e orgulhoso pro interpretar seus ídolos.
A
morte de Zé Rico me trouxe lembranças de um tempo em que sentávamos
para conversar sobre Milionário & José Rico, letras de música,
futebol, cartas de amor e amizade. Parece que a pureza do passado
está indo embora e com a passagem de Zé Rico o mundo da música
sertaneja não perde só um dos “Gargantas de ouro” mas fica
curiosamente mais pobre em encanto.

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