Gênios
costumam nos pegar de surpresa e fazer algo totalmente improvável e
inusitado dentro do mundo da música, que o cantor folk Canadense
Neil Young é um verdadeiro gênio vivo ninguém tem dúvida. Agora
quando ele grava um disco de maneira analógica com uma sonoridade
que as vitrolas da década 40, 50 reproduziam aí lembramos que
gênios são capazes de nos surpreender inúmeras vezes.
Ouvir
“A Letter Home” (uma carta pra casa) é como entrar em uma
maquina do tempo e ser teletransportado direto pra década de 50. A
começar pela gravação. O disco foi gravado em uma “engenhoca”
dos anos 40 chamada “Voice o Graph” (você pode observa-la acima
na capa do disco) Só pra vocês terem uma ideia essa maquina prensa
no vinil a gravação instantaneamente com uma sonoridade típica
daquela época.
E
as músicas William? o disco inteiro que é composto por covers de
canções clássicas, todas no estilo folk no. Na Faixa intro “A
Letter home” Neil Young narra uma emocionada carta dele pra sua
mãe explicando que encontrou antigos discos que costumavam ouvir
juntos quando ele era criança e que agora ele, homem adulto, se
recorda com saudade daqueles tempos e está com saudades de casa.
Impossível não se emocionar com uma simples narração.
Em
seguida na faixa “Changes - Phil Oachs” nos emocionamos com uma
melodia suave em que Neil Young narra as mudanças das estações e
as lembranças que tem sua juventude. Em seguida uma das que eu mais
gostei, “Girl from the North Country - Bob Dylan”,é como se a
cada música fosse narrada uma lembrança de alguma etapa da vida, e
essa vida pode ser a minha ou a sua. Em seguida a
triste
e
melancólica “Needle of death - Bert Jansch” (veja o vídeo
abaixo”) Neil Young nos traz uma linda e calma melodia perfeita pra
se ouvir em dias nublados, sozinho tomando seu café.
Em seguida
temos a
sincera
regravação de “On the Road Again - Willie Nelson”, com muita
harmônica em um clima de festa interiorano com alegria e
tranquilidade no melhor estilo country dos anos 50, 60. Mais adiante
Neil Young nos apresenta releituras de músicas mais contemporâneas
como “Since I Met You Baby – Gary Moore” em que ele narra uma
verdadeiras declaração de amor com um piano que faz qualquer um
sorrir com a melodia. A versão pra “My Hometown – Bruce
Sprinsgeteen” traz a lembrança da sua terra natal, o difícil fica
escolher agora qual versão é a melhor se é a original ou a
regravação.
Ouvi
o álbum três vezes antes de escrever esse texto e provavelmente vou
ouvir ao longo do final de semana novamente. Vale lembrar que Neil
Young dedicou esse disco a sua falecida mãe e como domingo é dia
das mães. Presenteie a sua com boa música para que no futuro
lembre-se dos tempos de criança com sua mãe ouvindo uma simples
música que pode emocionar seu coração, assim como esse disco fez
com o meu.

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