Na
ultima semana o acidente na usina nuclear de Chernobyl localizada na
cidade de Prypiat – Ucrânia completou 28 anos. Fukushima no Japão
também teve um terrível acidente causado por um tsunami em 2012 foi
o pior desastre nuclear pós Chernobyl. Agora o leitor se pergunta: O
que isso tem haver com o título dessa coluna e com música? Explico.
Se quase nenhum grupo de rock tocou nesses temas tão delicados ao
longo dos últimos 28 anos a tarefa foi feita com maestria por um
quarteto alemão que pode soar esquisito á primeira vista, porém
quando se descobre que eles são arquitetos da música da eletrônica,
algo como os Beatles dos sintetizadores, os pais da música
eletrônica a coisa toda faz sentido ao se ouvir Kraftwerk (usina de
força em alemão)
Formado
em 1970 na cidade Alemã de Dusseldorf por: Ralf Hütter, Florian
Schneider, Wolfgang Flür e Karl Bartos o quarteto produzia sua
própria tecnologia criando instrumentos eletrônicos em uma época
em que tudo era primitivo nesse sentido. Se o New Order ajudou a
popularizar o estilo as discotecas da Inglaterra dos anos 80 criaram
o Techno e foi graças ao Kraftwerk que tudo isso foi possível.
Lembrando que nesse texto estamos falando da música eletrônica
séria aquela feita por quem entende da coisa e sabe muito bem o que
está fazendo, esqueça David Guetta (um dos maiores enganadores dos
últimos tempos) e a música eletrônica descartável.
Como
eu escrevi no início desse texto Kraftwek consegue tocar em assuntos
de pós-guerra, vida urbana, trânsito e toda angustia de segunda
metade do século XX em sua música. Um exemplo disso é a
espetacular “Radioactivity” (veja o vídeo no final do texto) que
trata de usinas nucleares, cientistas e temor do futuro como no
refrão “Está no fim pra mim e pra você” é de arrepiar! E mais
incrível é que isso pode perfeitamente tocar em uma balada.
infelizmente em uma cena eletrônica aonde os DJ’s são cada vez
menos DJ’s, ousam pouco e o público não se preocupa em garimpar,
isso acaba se tornando raridade.
O
que faz o Kraktwerk tão especial e diferente? Os quatro membros se
apresentam em pé voltados para o público com sintetizadores e
computadores fazendo tudo ao vivo, um telão ao fundo passa imagens
que contrastam com as suas letras. A experiência é fantástica, os
quatro fazem tudo com aquela frieza alemã sem se quer dar um
sorriso, mas isso não estraga o clima, pelo contrário é a marca
registrada deste quarteto fantástico da música eletrônica.
Kraftwerk é muito mais que música de robô, reclamação comum de
quem ouve pela primeira vez. Se você é como eu e adora o diferente,
vai gostar com toda certeza, fica aqui a dica, dê uma chance ao
eletrônico.

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