quarta-feira, 21 de março de 2018

Saudades das fitas k7? será?

No ultimo final de semana aconteceu em São Paulo uma feira para troca, compra e venda das famigeradas fitas k7. Vi várias postagens no Facebook de gente que manja do riscado musical compartilhando as pequenas fitas, umas de grandes bandas, outras nem tanto mas todas tinham algo em comum, a péssima qualidade de áudio além de ser um saco ficar adiantando ou voltando a fita. 

Quando o assunto é esse, falo com conhecimento de causa, como passei quase toda minha infância sozinho meu maior passatempo era comprar Fita k7 de artistas desconhecidos para descobrir do que se tratava ou mesmo comprr fitas virgens para gravar direto do rádio, quando não eu gravava por cima das fitas das Enya da minha mãe. Alias manja a Enya?

Voltando as fitinhas, quantas e quantas vezes não perdi fitas que ficaram enroladas dentro do aparelho do som, ou arrebendaram no toca-fitas do carro ou ainda o ladrão de toca-fitas (extinta profissão) não roubou todo nosso arquivo musical? o pior era achar o exato ponto em que queriamos justo aquela música. Lembro de uma vez que que comprei um k7 do "Acústico MTV" dos Titãs (espero que ninguém do grupo do Garagem leia isso) e o mesmo vinha faltando metade das musicais e muitas eram cortadas no final com aquele maldito "fade out" que vai diminuindo o volume da música até seu fim. Tinha a arte da capinha que era miniscula, o nome das musicas era apertado e a maldita capinha de plástico sempre quebrava na menor queda. A única vantagem do k7 era o preço, muito mais barato que CD e LP.

Mesmo com todos esses fatores contra eu tenho muita saudade delas e um apego, explico. Não quero soar saudoso mas mesmo com a péssima qualidade, com a limitação da arte da capa, com o curto espaço, com os ladrões de toca-fitas, efim. As fitinhas faziam a gente parar qualquer coisa e simplesmente ouvir música, prestar atenção no que estava tocando, selecionar o que era bom ou ruim para fazer uma mix tape, gravar uma fita, uma música do rádio ou uma faixa de CD pra alguém.

Hoje com os serviços de streaming das mídias digitiais, a música está passando cada vez mais a ser algo supérfulo, sem valor de consumo, a maioria ouve por ouvir sem dar o devido valor. Aposto que o leitor tem alguma lembrança especial de uma música que ouvia no toca-fitas, ou de ficar esperando a aquela música que queria tocar no rádio. 

Única coisa que eu sou contra e acho sem sentido é ver bandas novas lançando algo em k7, não faz sentido algum pra essa época a única razão é pagar de cool. Diferentemente dos lançamentos em LP que fazem sentido devido a qualidade, capa e aparelhos que continuam a ser  fabricados. No mais vou aproveitar o feriado pra descobrir o que mais eu tenho gravado em casa, se você fizer o mesmo, me conte  o que encontrou nas suas fitas!

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